O gerador certo é o que atende a soma de tudo que precisa funcionar ao mesmo tempo, com folga para a partida de motores e compressores. Para chegar a esse número, a avaliação técnica considera a potência dos equipamentos, o tipo de ligação elétrica e como as cargas dão partida. Você não precisa calcular sozinho: basta informar o que precisa funcionar e enviar uma foto do quadro elétrico.
Resumo para quem tem pressa
- O tamanho do gerador vem da soma das cargas que funcionam ao mesmo tempo.
- Geradores são especificados em kVA; equipamentos costumam informar kW ou watts.
- Motores, compressores e elevadores pedem mais energia na partida.
- Ligação monofásica, bifásica ou trifásica muda a escolha do equipamento.
- Superdimensionar encarece; subdimensionar desarma. A avaliação técnica evita os dois.
kVA ou kW: qual a diferença?
Geradores costumam ser especificados em kVA, a potência aparente. Equipamentos costumam informar kW ou watts, a potência ativa, que é a que realmente realiza trabalho. A relação entre os dois é o fator de potência:
- kW = kVA × fator de potência
- Geradores costumam ser especificados com fator de potência 0,8. Assim, um gerador de 100 kVA entrega cerca de 80 kW.
Na prática, isso significa que não dá para comparar diretamente o número da etiqueta do equipamento com o número do gerador. A avaliação técnica faz essa conversão.
Por que motores pedem mais na partida
Motores elétricos, como os de compressores, câmaras frias, elevadores, bombas e betoneiras, consomem várias vezes a sua potência normal no momento em que ligam. Se o gerador não estiver preparado para esse pico, ele pode desarmar.
Por isso, a ordem em que os equipamentos são ligados também importa. Escalonar a partida de motores pode permitir um gerador menor.
Monofásico, bifásico ou trifásico
O tipo de ligação elétrica do imóvel define como o gerador será conectado. Comércios pequenos podem ter ligação monofásica ou bifásica; indústrias, supermercados e prédios costumam ser trifásicos. Se não souber, uma foto do quadro ou do padrão de entrada resolve.
O que enviar para a avaliação técnica
- A lista do que precisa funcionar, em ordem de prioridade.
- Fotos do quadro elétrico e, se possível, das etiquetas dos equipamentos principais.
- O horário de uso e se tudo funciona ao mesmo tempo.
- O endereço e onde o gerador pode ficar.
- Se a necessidade é emergencial, programada ou recorrente.
Com isso, a avaliação técnica indica a potência adequada e a forma de ligação. Você recebe uma proposta clara, sem precisar dominar os termos técnicos.
Dimensionar para o essencial
Nem sempre é preciso ligar o imóvel inteiro. Separar as cargas críticas, como refrigeração, caixas, servidores, elevadores e bombas, das que podem esperar costuma reduzir bastante o tamanho e o custo do gerador, sem colocar a operação em risco.
Perguntas frequentes
Posso calcular a potência somando os watts dos equipamentos?
A soma é um bom começo, mas não basta. Motores e compressores consomem bem mais na partida, e nem tudo liga ao mesmo tempo. A avaliação técnica considera esses fatores para indicar o gerador sem sobra nem falta.
A conta de energia ajuda a dimensionar o gerador?
Ajuda a entender o consumo e, em empresas com contrato de demanda, a demanda contratada. Mas o que define o gerador é a potência necessária no momento de uso, por isso a lista do que precisa funcionar continua sendo a principal informação.
E se eu escolher um gerador pequeno demais?
Ele pode desarmar ou não conseguir dar partida em motores, deixando a operação parada justo quando mais precisa. Por isso vale a avaliação técnica antes de fechar a locação.
Conteúdo elaborado pela equipe Liga Geradores com base na experiência de uma operação com mais de 15 anos no mercado de geradores. As orientações são gerais; cada operação passa por avaliação técnica antes de qualquer proposta.